segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Entre confetes e serpentinas

E é no silêncio de um breve pensamento que descobrimos o barulho da nossa alma.

É bem ali, no inesperado, quando estamos abertos à alegria, quando resolvemos parar de pensar, de buscar os porquês. É aí que o feixe de luz resolve entrar.
Não, não é sempre sozinho no quarto escuro ou chorando no chuveiro, é bem em meio à multidão, é sendo pego de surpresa.
É quando você simplesmente acredita que já não vai mais encontrar as respostas para suas incessantes perguntas. 
É quando a poeira abaixa e as armas não estão a postos. É quando você não luta contra nada, não resiste, não quer controlar.
É ali naquele minuto mágico que você entende o que te aflige, o que anseia, o que te move!
São os 60 segundos mais reveladores e verdadeiros, que nem sempre são carregados das respostas que você gostaria, mas são as respostas!

E então você sente o "frisson", a alma sossega, o coração bate diferente, revive a lembrança com direito a cheiro... Uma saudade boa invade... 
Abre um sorriso, volta a ouvir a música e continua no incessante dançar em busca de novas respostas para as mesmas velhas perguntas.

Vida que segue no barulho das ruas, da vida, da mente.
Vida que segue sempre em busca do silêncio revelador.

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