E é no silêncio de um breve pensamento que descobrimos o barulho
da nossa alma.
É bem ali, no inesperado, quando estamos
abertos à alegria, quando resolvemos parar de pensar, de buscar os porquês. É
aí que o feixe de luz resolve entrar.
Não, não é sempre sozinho no quarto escuro
ou chorando no chuveiro, é bem em meio à multidão, é sendo pego de surpresa.
É quando você simplesmente acredita que já
não vai mais encontrar as respostas para suas incessantes perguntas.
É quando a poeira abaixa e as armas não estão
a postos. É quando você não luta contra nada, não resiste, não quer controlar.
É ali naquele minuto mágico que você
entende o que te aflige, o que anseia, o que te move!
São os 60 segundos mais reveladores e
verdadeiros, que nem sempre são carregados das respostas que você gostaria, mas
são as respostas!
E então você sente o "frisson",
a alma sossega, o coração bate diferente, revive a lembrança com direito a
cheiro... Uma saudade boa invade...
Abre um sorriso, volta a ouvir a música e
continua no incessante dançar em busca de novas respostas para as mesmas velhas
perguntas.
Vida que segue no barulho das ruas, da
vida, da mente.
Vida que segue sempre em busca do silêncio
revelador.
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