sexta-feira, 26 de abril de 2013

Que seja doce


Estranho como somos capazes de sentir a dor do próximo.
Você nem precisa conhecer a pessoa, basta ela sofrer e automaticamente aparece a solidariedade.
Do mesmo jeito que uma gargalhada é contagiante, o sofrimento alheio me contagia também.
Esses momentos me fazem pensar em como a vida é mais fácil quando se tem alguém para te abraçar e, pelo menos tentar te confortar. A vida nos surpreende de diversas maneiras e algumas delas não são agradáveis.
Se conformar com algumas perdas, muitas vezes se torna uma tarefa quase que impossível. Não importa se é idoso ou jovem, sempre vem aquele sentimento que você poderia ter falado mais vezes que amava, poderia ter abraçado mais, beijado mais, conversado mais...
Uma vez li que nunca devemos dormir com raiva de alguém. Sempre devemos fazer as pazes, pedir desculpas. Nunca mais me esqueci disso. Tento cumprir, pois tenho certeza que se não houver um amanhã juntos, a última lembrança será doce.
A morte é uma dor que não tem cura, ela suaviza, mas não acaba.
Mas, como sempre digo: “É melhor ter de quem sentir saudade do que não tê-la de ninguém!”
A saudade é o amor que fica e a solidariedade é a prova do amor que ainda existe!