sábado, 26 de janeiro de 2013

Traçando paralelos e interseções


Há poucos dias acabei de ler "Pai Rico, Pai Pobre" de Robert T. Kiyosaki.
Desde os 19 anos eu tive vontade de ler este livro, ele passou pelas minhas mãos várias vezes, mas nunca comecei a leitura. Os livros chegam às nossas mãos nas horas certas, impressionante!

Algumas mensagens demoram mais tempo para serem absorvidas, acho que é por causa da realidade econômica mundial que não nos permite tantas aventuras. Por outro lado, penso que se não me aventurar agora enquanto ainda há tempo de recuperação diante de um fracasso, que nunca sairei do lugar.

O livro cita a frase “Pague a si mesmo em primeiro lugar”. A justificativa é simples! Os cobradores gritarão mais alto que você na hora de cobrar. Engraçado, mas verdadeiro. São poucos aqueles que conseguem manter o seu próprio pagamento em dia diante da dívida com outros. Não que eu esteja dizendo que não temos que pagar nossas dívidas, mas realmente concordei com o autor quando ele disse que se nos pagarmos primeiro e no fim faltar para pagar alguma dívida não faltará motivação para ‘correr atrás do prejuízo’.

Cada um enfrenta a adversidade com as armas que possui. Eu sempre tento ver o lado positivo ou ‘menos ruim’ da situação. Lanço mão da criatividade, dos meus bons relacionamentos, do meu conhecimento e mãos à obra! Quem não tem preguiça do trabalho, quem não tem preguiça em aprender sempre terá a oportunidade de experimentar algo novo e colher bons frutos.

E foi nessa sequência de pensamento que me vi cruzando informações. Pague-se primeiro em tudo na vida! Seja você, dê suas opiniões, aja de acordo com sua índole, acredite na sua felicidade, mova-se! Caminhe em direção aos seus objetivos, tenha foco, tenha força e tenha fé! Não existe vida sem convicções, não existe alegria sem verdade e não existe colheita sem dedicação à plantação.
Arrisque-se, aventure-se, erre, tente novamente. Permita-se mudar sempre que acreditar ser necessário, dê dois passos para trás para que avance cinco no futuro.
O que vale nessa vida é ser feliz! Realize-se!!!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O amor é obrigatório?




Hoje vi esta publicação no face de uma amiga e comecei a rir sozinha. Me lembrei da peça teatral "Parente não é gente".

Laços sanguíneos são importantes porque nos norteiam, mas muitas vezes são relações nos impostas pela vida. À medida que vamos crescendo e vamos moldando nossa personalidade percebemos que algumas pessoas compartilham das nossas ideias e outras não. O que é bom, já que as grandes soluções surgem dos conflitos de argumentação.

Minhas famílias materna e paterna são totalmente opostas! Sempre achei divertido observar as diferenças e me apegar àquilo que eu via de positivo nas duas. Claro que herdei também traços negativos que, com alguma frequência, me vejo repetir.

O que quero realmente dizer é que laço sanguíneo não define amor, compaixão, respeito e amizade. E, acreditem, aprendi isso da maneira mais dura! Perdi praticamente uma família inteira de uma só vez, senti que meu núcleo familiar (pais e irmão) foi injustiçado na época, mas hoje percebi que nossos pensamentos e nossa escolha de como viver a vida não seguem os mesmos padrões. Eu, por exemplo, não abro mão da minha liberdade de pensar, do meu livre arbítrio e da minha exigência em ter direito de resposta. Se for acusada de algo tenho o direito de saber, pelo menos, qual o meu "crime".

Certa vez numa roda de 'Luluzinhas' escutei um desabafo: "O grande conflito das relações familiares é que nos sentimos obrigados a amar nossos pais, irmãos e todos os outros parentes. Só que nem sempre isso é possível, porque há pessoas com grau de parentesco próximo que não compartilham da mesma energia que a nossa." Nunca mais esqueci isso!! Serviu como uma luva para mim. Obrigado a amar? Isso existe?! Existe...

Há uma luta interna quando percebemos que algumas pessoas que deveriam ser importantes simplesmente não os são ou deixaram de ser. Isso não quer dizer que as odiemos ou desejamos o mal, simplesmente não cabem em nosso mundo.

Hoje eu sei que durante muito tempo algumas pessoas me foram essenciais, pois me deram base educacional, me ajudaram a construir meu caráter, minha índole e, principalmente, me incentivaram a pensar! Como eu amo pensar! Costuro pensamentos o dia todo! 

Só que eu percebi que algumas daquelas pessoas fortes, persuasivas e inteligentes usaram sua inteligência de maneira que não me agrada. O poder de persuasão é traiçoeiro, influenciar alguém é uma responsabilidade muito grande. E foi assim que os castelos de areia se desmoronaram à minha frente. Atitudes desnecessárias e por que não dizer covardes fizeram com que o amor deixasse de existir, não existe amor sem admiração. Quando, após anos, entendi tudo isso parei de sofrer e passei a admirar ainda mais aqueles que permaneceram comigo.

Não odeio, não quero mal, só não os quero por perto. Tenho ao meu redor meus parentes que são família e, mais importante, meus amigos! Eu os escolhi, os tenho por perto por opção. Cultivo a cada pensamento o amor que tenho por todos eles.

Meus amigos de infância, adolescência, familiares e aqueles que chegaram há pouco e parecem estar comigo há uma vida ocupam espaços que eu nem tinha percebido que estavam vazios. Estas pessoas são os verdadeiros presentes de Deus em minha vida. É uma maneira muito sutil e divertida de Deus dizer que está comigo!

Viva no amor, mas não no amor cego e incondicional. Ame ao próximo, tenha respeito por todos, mas cuide e preocupe-se com quem realmente merece sua atenção, sua energia e seu carinho. 

O ódio é um amor doente, a indiferença é o que nos liberta daquilo que já não faz mais sentido!












quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A força e a sabedoria dos índios


Oração dos Índios Hopi

“Vocês andaram dizendo às pessoas que esta é a Décima Primeira Hora.
Agora vocês precisam voltar e dizer a essas pessoas que a Hora é agora.

E que há coisas a serem consideradas:
Onde vocês estão morando?
O que vocês estão fazendo?
Quais são os seus
relacionamentos
?
Vocês estão em boas relações?
Onde está a água de vocês?

Conheçam o seu quintal.
É o momento de falarem a sua Verdade.
Formem as suas comunidades.
Sejam bons uns com os outros.
E não procurem fora de vocês pelo líder.
Este poderia ser um tempo muito bom!

Há um rio que agora está correndo muito rápido.
Ele é tão grande e ágil que chegará a assustar alguns.
Esses vão tentar ficar na margem,
e se sentirão como que deixamos de lado, e vão sofrer muito.
Saibam, o rio tem o seu destino.
Os anciãos dizem que precisamos deixar a margem,
saltar para o meio do rio,
manter os olhos bem abertos e as cabeças acima da água.

Veja quem está lá dentro com vocês e celebrem.
Neste momento da história, não devemos fazer nada sozinhos,
no mínimo entre nós mesmos.
Quando fazemos, nosso crescimento e jornada espiritual tem uma parada.
O tempo do lobo solitário acabou. Reúnam-se!

Abandonem a palavra esforço, conflito, da sua atitude e do seu vocabulário.

Tudo o que fizermos agora, precisa ser feito de uma maneira sagrada e em celebração.

Nós somos aqueles que nós mesmos estávamos esperando”.


Esta oração chegou a mim de uma maneira pouco provável. No meu último dia de trabalho minha antiga chefe me pediu para ler o que sairia na próxima revista da empresa.
Na hora que li esta oração, arrepiei! Ela vai de encontro com tudo que acredito e tive uma familiaridade com as palavras que, confesso, me emocionaram.

Esta oração me ampliou a visão, o mundo hoje está como um rio que corre rápido, o tempo é escasso, o mercado massacrante e as relações muito superficiais. Não, eu não me queixo da tecnologia, ela me permite falar com pessoas que talvez eu nem soubesse mais onde estão. Me permite estar próxima de quem mora longe e de adquirir conhecimento e ter informação muito mais rápido.

O meu questionamento é: estamos todos com as cabeças acima da água? Estamos todos falando a nossa verdade? Estamos nos esforçando para manter nossas relações? Estamos sendo bons com os outros e com a gente mesmo?

Conheça seu quintal, conheça seu espírito, sua essência, os seus mais puros e verdadeiros sentimentos. Celebre a vida, as suas conquistas, alimente o lobo líder que existe em você. Mas, não se esqueça, todo lobo vive em matilha. Apesar de ter seu próprio faro e instinto para encontrar a sua água, a sua fonte de vida, todo lobo precisa do coletivo. 
Seja para saltar neste rio ágil e incerto que é o destino ou optar por ficar na margem assistindo a evolução e crescimento dos outros, precisamos de companhia, precisamos de afeto, precisamos de ajuda.

Valorize sua comunidade, família e amigos - já postei sobre meu conceito de família, mantenha-os por perto, cuide uns dos outros, porque se em algum momento da jornada lhe faltar forças eles te darão o impulso necessário para que continue a nadar. E, se em algum momento a dúvida entre saltar ou permanecer à margem perdurar eles te encorajarão a perseguir seu pote de ouro. Mesmo que para isso seja necessário um empurrão e que você não entenda a atitude deles, assim que abrir os olhos e colocar a cabeça acima da água você irá agradecer por terem de mostrado que a hora é agora! Você é quem você esperava! O seu lobo ainda vive!
Se ainda não acredita nisso, trabalhe sua mente, seu corpo e seu espírito em busca da sua evolução interior. O corpo envelhece, a sabedoria floresce. Os bons frutos que colhemos são resultado da nossa dedicação em manter a harmonia entre o que acreditamos e o que nos é sugerido. 

Para que conheça seu quintal é necessário sair de cima do muro, é essencial escolher pular no rio ou ficar à margem. 

O hoje deve ser um tempo muito bom, por isso se chama PRESENTE! 



Seja lá qual for a sua decisão, não faça nada sozinho, não seja egoísta, celebre o fato de estar respirando, de ter energia vital, de ter dentro de você sua fonte de vida, seu próprio poço d’água. Não o deixe secar. 
Talvez você não nade, mas pode aprender a voar!





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Mulheres de 30...

Turismóloga por formação,  organizadora de eventos por paixão e "marketeira" por dom.
Casada.
30 anos! Ufa! Essa parte começa a pesar...

É engraçado, mas acredito que os 28 são mais marcantes que os próprios 30. 
Aos 28 fecha-se um ciclo de vida (de acordo com minhas crenças a cada 7 anos encerra-se um e inicia-se outro), e fica claro que os 30 estão próximos. O metabolismo começa a desacelerar, quilinhos a mais, instintos maternais que se afloram na mesma velocidade com que somem... Começa uma ansiedade por não sei o quê! Sensação de querer viver mais, de não perder tempo, de fazer acontecer. Mas, 'peraí'!, isso foi aos 18.... rsrsrs 
No meu caso, acho que desde sempre!

É... a proximidade dos 30 tem a mesma intensidade, só que em ângulo diferente. Dos 28 aos 30 a gente entra numa fase de preparação e, acredite, entrar nessa fase não é uma escolha.
Parece que o mundo muda de cor, as pessoas com quem convivemos se mostram diferentes, fica claro aquilo que será aceito e aquilo que não será mais tolerado. É um processo tão chato! As pessoas começam a te cobrar que você está diferente, que anda sumida... E você, apesar de estar com saudades dos seus prefere estar sozinha na sua caverna.

Talvez a preparação para os 30 seja o momento da vida de uma mulher em que ela realmente começa a entender a necessidade masculina de se isolar. O livro "Homens são de Marte e mulheres são de Vênus" de John Gray explica bem este comportamento masculino. E, para mim que sempre fui faladeira, bagunceira e agitada esse momento causou estranheza.

Pode ser que não funcione assim para todas, mas até hoje não conheci uma pré balzaca que não tenha tido lá seus conflitos. A Sandy fez até uma música sobre esse momento 'tenso' da vida.

Acho injusto, aos 30 a gente se descobre, a gente se aceita e se enxerga com tanta clareza que nossa auto-análise cura muitos traumas, mas por outro lado vem uma cobrança social - "É, já tá na hora de pensar em filho idade tá aí!" ou "Não vai casar? Já tá com 30!" ou pior "Não namorou até hoje, vai ficar para titia!" Aff... gente! Socoooorro!!