Estranho como
somos capazes de sentir a dor do próximo.
Você nem
precisa conhecer a pessoa, basta ela sofrer e automaticamente aparece a
solidariedade.
Do mesmo
jeito que uma gargalhada é contagiante, o sofrimento alheio me contagia também.
Esses
momentos me fazem pensar em como a vida é mais fácil quando se tem alguém para
te abraçar e, pelo menos tentar te confortar. A vida nos surpreende de diversas
maneiras e algumas delas não são agradáveis.
Se
conformar com algumas perdas, muitas vezes se torna uma tarefa quase que
impossível. Não importa se é idoso ou jovem, sempre vem aquele sentimento que
você poderia ter falado mais vezes que amava, poderia ter abraçado mais,
beijado mais, conversado mais...
Uma vez li que
nunca devemos dormir com raiva de alguém. Sempre devemos fazer as pazes, pedir
desculpas. Nunca mais me esqueci disso. Tento cumprir, pois tenho certeza que
se não houver um amanhã juntos, a última lembrança será doce.
A morte é
uma dor que não tem cura, ela suaviza, mas não acaba.
Mas, como
sempre digo: “É melhor ter de quem sentir saudade do que não tê-la de ninguém!”
A saudade é
o amor que fica e a solidariedade é a prova do amor que ainda existe!
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